Desilusões.
Algo que me deixa a pensar... (Não só isto. Visto que o que mais faço é pensar. Pensar em merda, mesmo assim dizendo. Penso no que é, no que foi, no que podia ser, no que poderá ser. Penso em
nada, que ao mesmo tempo para mim é:
tudo. No fim chego a
conclusões: nenhumas. E passo 3/4 da minha vida acorrentada ao meu próprio pensamento (privando muitas vezes o meu estado de espírito). E não consigo parar. É como se fosse algo previamente programado dentro do meu cérebro.)
(...) Algo que me suscita grande frustração é a existência de pessoas falsas. Tudo bem, já toda a gente sabe que as há, que maior parte do mundo o é. Sou apenas mais uma frustrada (talvez?) a tentar arranjar uma razão óbvia para justificar tal coisa. Mas porque são assim? Felicita-os? Dá-lhes prazer?
É como aquelas vezes em que encontramos uma pessoa do nada, caída do céu, e damos por nós a pensar
encontrei alguém verdadeiro, alguém a quem posso chamar Amigo. Fazem-nos acreditar que somos importantes e passado o nosso tempo de audiência, o nosso
amigo já está ocupado com outros
amigos. E tu, tu foste mais um amigo, mas com data de validade bem prevista. Mais um mero
amigo!
Ora. Essas pessoas não dão bem conta do que fazem, porque lhes é bastante superficial. Mas já aquelas que vivem racionalmente, e não fazem
amigos em cada esquina, essas, já sabem melhor o sabor da desilusão.
Uma desilusão. Por cima de outra, e por cima de outra. Uma, duas, três, quatro (...) desilusões.
Uma mera desilusão pode ser o começo da destruição de uma pessoa.
E eu começo a perder a confiança nas pessoas.
Eu que a tinha.
Começo a perder-me.