Eu sei que não lês este blog. Nunca cá vens porque nem sequer tens conhecimento da sua existência. Negas tudo o que aqui não lês, e com razão porque nunca lês nada do que realmente escrevo.
Tu tens medo. Não sei de quê, mas tens medo. Tens medo daquilo que não conheces e tens medo de vir a conhecer. Mas de vez em quando tentas. Eu sei que não resistes a procurar lenha para me queimar na mesma fogueira em que te aqueces. Eu sei que procuras novidades que nunca te conto, e esmiuças cada palavra minha em busca de um significado que possas converter em agressão, desconsideração, ou desfeita pessoal premeditada. Invejas cada palavra de carinho dirigida a quem não conheces. Anseias por uma palavra de atenção dirigida a ti, mas, sabes, mesmo que a escreva, tu não a encontrarás, não a entenderias, porque só lês o que queres e o que queres não é ler algo que te desarme.
Tu serás sempre mais forte do que eu, ou talvez não. A minha força fui buscá-la a ti, e espelho-a em ti todos os dias. Tudo o que farei, a forma como te falarei e como te reagirei, serão reflexos retardados de tudo o que te vi fazer, da forma como sempre reagiste comigo e de todos os exemplos que me deste. Achas que és a perfeição em pessoa, que mereces tudo de melhor e exiges nada menos do que isso. A diferença é defeito.
Mas eu saí diferente... Uma injustiça do destino, que já conseguiste conquistar mas com um falhas pelo meio. Mas ainda não desististe, como um campeonato que tens de vencer.
Da maneira como eu vejo as coisas, eu nem sequer vou a jogo, porque não há aqui uma competição em que eu pretenda alinhar. Tu não és o adversário, nunca o foste e nunca o serás. Porque eu não vou a jogo e tu não me podes obrigar.
Da forma como tu vês as coisas, eu estou sempre na ofensiva, porque tu criaste um jogo em que és a equipa que merece ganhar porque é a que nunca abandona o jogo. Eu sou aquela que falha, que foge, que se afasta e que é fraca e merece, por isso, ser derrotada. Vai daí, tudo o que faço é uma provocação que merece contra-ataque. Cada vez que falo/escrevo, ataco. Cada vez que calo ou omito, firo. E tu ripostas sempre. E o jogo continua. Sempre que determinas uma nova regra que eu não cumpro, reclamas falta.
Como um duelo no nevoeiro. Tu atiras a matar para vingares a tua honra. Eu aparo-te as balas e não te mostro o sangue, calo a dor e só te devolvo o silêncio. Não vês o resultado, porque não é o que queres ver. Nunca sabes se acertaste, pelo que a vingança não se concretiza. É a única forma que encontro de não entrar no teu jogo. Ainda que pontue sempre.
E a puta da competição não acaba.
E eu estou cansada, sabes? Cansada e magoada e farta de lamber feridas, defender, esquivar e tentar relevar. Simplesmente já não consigo. Estou cansada de te ver espernear, de te ver gastar energia com tudo o que deveria ser, e nunca, mas nunca, a ver aquilo que simplesmente é.
Já conseguiste convencer-me de que não sou nada daquilo que sempre sonhaste, que sou um monte de defeitos e que sou tão má pessoa que não mereço nada do que tenho, nada do que faço, nem que ninguém goste de mim, ou não esteja ressentido comigo. Tudo o que faço está mal, é insuficiente, é estranho, incompreensível ou tem as piores intenções. E como tu és o exemplo perfeição e e as tuas certezas são inabaláveis, não podes estar enganado.
Eu respeito a essa tua condição, por isso nem tento desenganar-te, nem mudar-te. Não conseguiria.
Eu respeito-te como és, e gostava muito que me conseguisses aceitar como sou: diferente. Diferente de ti, só isso.
Eu sei que não acreditas, mas...
eu adoro-te por mais que possas pensar.
Tu tens medo. Não sei de quê, mas tens medo. Tens medo daquilo que não conheces e tens medo de vir a conhecer. Mas de vez em quando tentas. Eu sei que não resistes a procurar lenha para me queimar na mesma fogueira em que te aqueces. Eu sei que procuras novidades que nunca te conto, e esmiuças cada palavra minha em busca de um significado que possas converter em agressão, desconsideração, ou desfeita pessoal premeditada. Invejas cada palavra de carinho dirigida a quem não conheces. Anseias por uma palavra de atenção dirigida a ti, mas, sabes, mesmo que a escreva, tu não a encontrarás, não a entenderias, porque só lês o que queres e o que queres não é ler algo que te desarme.
Tu serás sempre mais forte do que eu, ou talvez não. A minha força fui buscá-la a ti, e espelho-a em ti todos os dias. Tudo o que farei, a forma como te falarei e como te reagirei, serão reflexos retardados de tudo o que te vi fazer, da forma como sempre reagiste comigo e de todos os exemplos que me deste. Achas que és a perfeição em pessoa, que mereces tudo de melhor e exiges nada menos do que isso. A diferença é defeito.
Mas eu saí diferente... Uma injustiça do destino, que já conseguiste conquistar mas com um falhas pelo meio. Mas ainda não desististe, como um campeonato que tens de vencer.
Da maneira como eu vejo as coisas, eu nem sequer vou a jogo, porque não há aqui uma competição em que eu pretenda alinhar. Tu não és o adversário, nunca o foste e nunca o serás. Porque eu não vou a jogo e tu não me podes obrigar.
Da forma como tu vês as coisas, eu estou sempre na ofensiva, porque tu criaste um jogo em que és a equipa que merece ganhar porque é a que nunca abandona o jogo. Eu sou aquela que falha, que foge, que se afasta e que é fraca e merece, por isso, ser derrotada. Vai daí, tudo o que faço é uma provocação que merece contra-ataque. Cada vez que falo/escrevo, ataco. Cada vez que calo ou omito, firo. E tu ripostas sempre. E o jogo continua. Sempre que determinas uma nova regra que eu não cumpro, reclamas falta.
Como um duelo no nevoeiro. Tu atiras a matar para vingares a tua honra. Eu aparo-te as balas e não te mostro o sangue, calo a dor e só te devolvo o silêncio. Não vês o resultado, porque não é o que queres ver. Nunca sabes se acertaste, pelo que a vingança não se concretiza. É a única forma que encontro de não entrar no teu jogo. Ainda que pontue sempre.
E a puta da competição não acaba.
E eu estou cansada, sabes? Cansada e magoada e farta de lamber feridas, defender, esquivar e tentar relevar. Simplesmente já não consigo. Estou cansada de te ver espernear, de te ver gastar energia com tudo o que deveria ser, e nunca, mas nunca, a ver aquilo que simplesmente é.
Já conseguiste convencer-me de que não sou nada daquilo que sempre sonhaste, que sou um monte de defeitos e que sou tão má pessoa que não mereço nada do que tenho, nada do que faço, nem que ninguém goste de mim, ou não esteja ressentido comigo. Tudo o que faço está mal, é insuficiente, é estranho, incompreensível ou tem as piores intenções. E como tu és o exemplo perfeição e e as tuas certezas são inabaláveis, não podes estar enganado.
Eu respeito a essa tua condição, por isso nem tento desenganar-te, nem mudar-te. Não conseguiria.
Eu respeito-te como és, e gostava muito que me conseguisses aceitar como sou: diferente. Diferente de ti, só isso.
Eu sei que não acreditas, mas...
eu adoro-te por mais que possas pensar.